Arquipélago dos Açores um dos melhores pontos Turísticos!
Ilhas dos Açores entre as melhores do mundo para turismo
As ilhas do arquipélago dos Açores foram eleitas as segundas melhores ilhas do mundo para o turismo, pela revista National Geographic Traveler.
É sobretudo um prémio de tipo ambiental, mesmo antagónico com a defesa do turismo de massas: os Açores foram considerados um dos mais atractivos destinos do mundo por um painel de especialistas da National Geographic Traveler - uma subsidiária da conceituada National Geographic -, recolhendo a segunda melhor pontuação que foi atribuída a 111 ilhas ou arquipélagos do mundo.À frente dos Açores ficaram apenas as Ilhas Faroe, na Dinamarca, que captaram uma pontuação de 87 (de 0 a 100), enquanto que a Região atingiu os 84 pontos. De 111 ilhas ou arquipélagos estudados, apenas 9 conseguiram pontuação igual ou superior aos 80 pontos.
No entanto, e apesar desta pontuação, o facto é que os Açores já não são considerados como uma região exemplar - na realidade, a qualidade da esmagadora maioria das ilhas começa a estar em perigo, segundo este trabalho. É que a pontuação máxima não foi atingida por nenhuma: de 96 a 100 seria o excelente; de 85 a 95 o "autêntico, não estragado e com tendência para se manter assim"; de 66 a 85 - onde os Açores se inserem -, "pequenas dificuldades"; de 50 a 65, "problemas moderados, com todos critérios médio-negativos ou mistos"; de 20 a 49, em "situação preocupante"; e de 0 a 25, "catastrófico, todos os critérios negativos e futuro mau". Nenhuma ilha caiu na última categoria, mas 14 entram na penúltima, entre as quais Ibiza, em Espanha. Na terceira categoria, existem 43 ilhas, entre as quais se inserem a Madeira, as Canárias e Cabo Verde. S. Tomé e Príncipe entra na categoria onde estão os Açores, assim como o Hawai, Iceland e a Bermuda.
Os Açores suplantam todas elas mas o trabalho é claro nas suas premissas: "o inquérito avalia as qualidades que tornam um destino único. Não é uma questão de qualidade do serviço, por isso uma ilha pobre pode suplantar outras mais ricas; e como a avaliação recaía sobre itens inquantificáveis, como a cultura ou a estética, optou-se por escolher 522 especialistas, bem viajados, em áreas de ecologia, turismo sustentado, geografia, escrita de viagens e fotografia, gestão, preservação histórica, culturas indígenas e arqueologia". Os itens avaliados foram a qualidade ambiental, a integridade social e cultural, condição da arquitectura, atracão estética e gestão do turismo e perspectivas futuras. E acima de tudo: o grau em que as ilhas ainda não se deixaram estragar pelo turismo de massas. Sobre as ilhas, escreve a revista: "Não é um destino de praia ou suscteptível de turismo de massas; de facto, o seu clima caprichoso provavelmente impede a entrada de turistas. As montanhas vulcânicas das ilhas e as pitorescas cidades preto-e-branco deverão manter-se sem estragos. É um local maravilhoso. As construções estão em bom estado. A população local é muito sofisticada porque a maioria já viveu além-mar. Remotos e temperados, os Açores permanecem pouco utilizados pelo turismo. O principal perfil do visitante é de viajantes independentes que ficam em regime de cama e pequeno almoço. O ecossistema - das maravilhosas ravinas cobertas de hortênsias nas Flores às baías de pedra da Terceira - está em grande forma. As baleias são ainda uma visão frequente. A cultura local é forte e vibrante. Não é incomum ser-se convidado para a casa das pessoas para jantar, ou ser bem recebido numa refeição comunitária durante uma festa".
Fonte: Jornal "Mundo Português"
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